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Eu despenquei do morro para o asfalto, Descalço, cheguei à beira da praia. Os pés na areia, os braços para o alto, O vento debochou num tom de vaia,
Pessoas semi-nuas acenando O sol brilhava tanto que doía, Montanhas, como deuses, me encarando, Incauto, o mar beijava a baía
Meu vulto contrastava com tal cena, Um velho isopor, o andar ligeiro, roupa rasgada, voz que condena! . . .
Olhei pro morro e gargalhei faceiro: Eu sou da gema, eu tô na arena, Eu sou do Rio de Janeiro!
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, é que eu sou do Rio de Janeiro! Rio de Janeiro, Rio de janeiro, Rio de Janeiro!
Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, é que eu sou do Rio de Janeiro! Sou brasileiro, sou muito faceiro, sou do Rio de Janeiro!
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